terça-feira, 2 de abril de 2013

A HIPOCRISIA TEM NOME


da série "O eleitor tem memória" publicado em 20/10/2006


1) DE ONDE VEIO  O 1,7 MILHÃO DO DOSSIÊ, que decidiu pelo segundo turno das eleições?
-Acho que tenho fortes indícios...De acordo com dados registrados no TSE essa campanha eleitoral têm os seguinte valores declarados pelos candidatos:
-LULA: 89 MILHÕES;  ALCKMIM: 85 MILHÕES;  SERRA: 60 MILHÕES.
-TODO OS CANDIDATOS  (incluindo deputados e senadores): 20 BILHÕE$$$$!!!
Ora,  o Dossiê representa menos de um milésimo da previsão da gastança eleitoral. Mas não interessa a mídia questionar a origem dos BILHÕES, pois seria como dar um tiro no pé já que a maior parte dessa grana é rachada entre as diversas mídia (será que uma imprensa que depende de patrocínio de políticos é guardiã da ética?)
2) NUNCA HOUVE TANTA CORRUPÇÃO!
"...Acho que o presidente precisa ter a coragem de não permanecer querendo forçar uma base aliada que não funciona a não ser sob barganha com dinheiro público... Não posso dizer que o presidente comanda esse processo..." DATA: 30/05/2001; LOCAL: BOM DIA BRASIL da Globo; MANCHETE: ACM DENUNCIA ESQUEMA DE COMPRA DE VOTOS NO CONGRESSO;  PRESIDENTE DENUNCIADO PELO ACM: FERNANDO HENRIQUE CARDOSO DO PSDB (essa informação pode também ser lida na folha-on-line de 30/05/2001 às 10:16 hs.
Não houve CPI, assim como não houve a CPI do PROER (18 bilhões de dólares); nem a CPI das privatizações (em que buraco foram para as dezenas de bilhões$$$ das privatizações?  Só sei que os idealizadores estão muiiiito bem!) Também não houve a CPI dos 500 ANOS com o envolvimento do filho e genro do FHC por suspeita desvio de dinheiro. (o processo continua em andamento).
O estado de São Paulo do "ético" governo Alckmin têm 68 CPIs engavetadas por conta da maioria na assembléia legislativa formada pelos  "éticos" PSDB E PFL. Só agora o STF determinou que São Paulo tem que permitir a instalação de CPI. Mas o PSDB e o PFL já manobraram para que não seja aberta nenhum das pendentes relativas ao governo Alckmin. Assim , vão começar lá atrás no governo Quércia, Fleury. Assim as sérias suspeitas de super faturamento denunciada pelos Tribunais de Conta da União e do Estado vão ter que aguardar a morosidade da justiça para os casos DERSA; NOSSA CAIXA;CDHU; FEBEM; etc.,etc.,etc...
Ah! Acabo de ler nos jornais (em um quadrinho bem escondido) que foi aceito o processo que visa ressarcir os cofres públicos pelo "sumiço" de quase 50% das reservas de minério quando da privatização da Vale do Rio Doce que foi vendida por 3,3 bilhões  e mesmo depois de subtrair milhares de toneladas, está avaliada em CENTO E TREIS BILHÕES....É eles devem ter achado aquelas reservas que sumiram...
3)  AGORA VAI...
Após quinhentos e seis anos, a Globo; o Estado; a Folha e a Veja finalmente descobriram um culpado pela corrupção no Brasil... Além de indicar o salvador.
Devem existir vários motivos para não se votar no Lula, até o famoso "não vou com a cara dele" mas o que as elites querem nessas eleições não é uma solução ética, mas sim ÉTNICA.
A HIPOCRISIA TEM NOME E SE CHAMA PRECONCEITO.
20/10/2006
Loamy Freire de Sá

Um comentário:

  1. Verdade é que a mídia sempre caminhou de mãos dadas (bem unidas!) com o Estado. Além da montesquiana tripartição dos Poderes, é fato que há um 4º Poder. Ainda que não seja oficializado pela Carta Magna, ele já é amplamente estudado pela própria Academia (vide os filmes O Quarto Poder, de 1997, com Dustin Hoffman e John Travolta, e Mera Coincidência, também de 1997, com Dustin Hoffman e Robert De Niro). Esse casamento entre Estado e mídia não corrompe apenas as estruturas governamentais ou as bilionárias cifras do dinheiro público; é uma relação indecente que aliena a massa, transmite inverdades convincentes e mantém o status quo da não-politização do povo, que apenas engole aquilo que já vem deglutido lá de cima, pelas ondas do rádio, pela TV ou pelas linhas dos jornais. Não é preciso nem mastigar; basta engolir sem reclamar, ouvir sem contestar e assistir sem discordar. Vale lembrar a máxima do Direito: NÃO É O QUE É, É O QUE SE PODE PROVAR. No caso midiático, talvez podemos entender que NÃO É O QUE É DE FATO, MAS O QUE QUEREM QUE ACREDITEMOS QUE SEJA.

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